engenharia genética

segunda-feira, março 27, 2006

Engenharia genética,o futurodo vinho alemão?


Cientistas da Baviera degustam o primeiro vinho modificado geneticamente produzido na região da Francônia. Eles afirmam que a experiência é de mero caráter científico e não visa a comercialização do produto. Para ambientalistas e defensores do plantio orgânico, o vinho transgênico é uma afronta à vinicultura alemã.
Em 1999, quando o Instituto Robert Koch autorizou os primeiros experimentos genéticos em videiras da Alemanha, as críticas foram enormes. Passados quatro anos, os primeiros litros do vinho transgênico ficaram prontos, trazendo o assunto novamente à tona na Alemanha.
Desenvolvido estritamente para fins de pesquisa, conforme afirmação dos cientistas, o vinho transgênico está passando agora pela fase de degustação. "O objetivo do projeto é, em primeiro lugar, aperfeiçoar a resistência das videiras contra fungos", esclareceu Angelika Schartl, que coordena o experimento realizado em Veitshöchheim, região da Francônia, norte da Baviera, onde foram produzidas 50 garrafas da bebida.
A finalidade é reduzir o uso de fungicidas. Para tanto, os cientistas implantaram dois genes de cevada nas cepas. Na cidade de Siebeldingen, no estado da Renânia-Palatinado, o Instituto Geilweilerhof, especializado em viticultura, também realizou experimentos em videiras de castas Riesling, Dornfelder e Seyval blank.
"Nossa meta é descobrir como a planta reage à mudança genética na fase de repouso", explicou Reinhard Töpfer, diretor do Instituto Geilweilerhof, lembrando que a pesquisa não pretende atender a interesses comerciais.
Os cientistas se esforçam em desmentir qualquer especulação sobre a possibilidade de a pesquisa visar a comercialização do vinho genético. "Trata-se de um projeto científico que tem por objetivo colher informações sobre plantas transgênicas em solo livre e não conquistar o mercado de vinho", frisou Schartl.