engenharia genética

segunda-feira, março 27, 2006

A técnica da clonagem


A clonagem ainda não foi entendida por completo pelos médicos e cientista, no que se refere aos conhecimentos teóricos. Na teoria seria impossível fazer células somáticas atuarem como sexuais, pois nas somáticas quase todos os genes estão desligados. Mas, a ovelha Dolly, foi gerada de células somáticas mamárias retiradas de um animal adulto. A parte nuclear das células, onde encontramos genes, foram armazenadas. Na fase seguinte, os núcleos das células somáticas foram introduzidos dentro dos óvulos de uma outra ovelha, de onde haviam sido retirados os núcleos. Desta forma, formaram-se células artificiais. Através de um choque elétrico, as células foram estimuladas, após um estado em que ficaram "dormindo". Os genes passaram a agir novamente e formaram novos embriões, que introduzidos no útero de uma ovelha acabou por gerar a ovelha Dolly.A ovelha Dolly morreu alguns anos depois da experiência e apresentou características de envelhecimento precoce. O telômero (parte do cromossomo responsável pela divisão celular) pode ter sido a causa do envelhecimento precoce do animal. Por isso, o telômero tem sido alvo de pesquisas no mundo científico. Os dados estão sendo até hoje analisados, com o objetivo de se identificar os problemas ocorridos no processo de clonagem.A embriologia e a engenharia genética tem feito pesquisas também com células-tronco e na produção de órgãos animais através de métodos parecidos com a clonagem.


Engenharia genética poderá ajudar a aumentar rendimento dos atletas


Os escândalos de casos de doping já se tornaram quase uma rotina nas competições esportivas modernas, inclusive nos Jogos Olímpicos. Mas muitos cientistas afirmam que as drogas usadas para melhorar a performance de um atleta poderão se tornar um recurso do passado.
Em vez disso, cientistas na vanguarda da manipulação genética prevêem que, em um período de cinco a 15 anos, os atletas poderão usar a engenharia genética para superar seus adversários.
As técnicas desenvolvidas a partir de pesquisas com animais na Universidade de Pittsburgh poderiam ser potencialmente empregadas na cura de ferimentos sofridos durante a prática esportiva e aumentar o rendimento do atleta.
Atualmente, os cientistas estão injetando células-tronco nas células musculares, em uma tentativa de ajudar crianças com distrofia muscular.
"O fator de crescimento (como vitaminas ou hormônios) e as células-tronco que estamos usando e a terapia genética em que estamos trabalhando podem ser usados para aumentar a força de um músculo", disse Johnny Huard, do departamento de genética molecular da universidade.
Se as experiências forem seguras para humanos, a técnica poderia ser empregada para aumentar a força e a resistência do atleta, suscitando novas questões perturbadoras para as autoridades esportivas.
"A engenharia genética apresentará alguns problemas espinhosos para o esporte, não apenas por ser difícil - se não impossível - de detectar", disse Larry Bowers, da Agência Antidoping dos Estados Unidos.
O cirurgião ortopédico Freddie Fu, da mesma universidade, concorda.
"Será um jogo totalmente novo", afirma.
Isso porque atualmente, para se detectar uma musculatura geneticamente modificada, seria necessária uma biópsia do tecido - o que não é uma hipótese viável para um atleta prestes a participar de uma competição.
Mas os pesquisadores estão investigando formas de facilitar essa detecção.
"Estamos tentando, em nosso laboratório, detectar bioprodutos dessas células-tronco e fatores de crescimento que, talvez, possam ser encontrados no sangue, de forma a poder testar esses atletas posteriormente", explicou Huard.
Muitos atletas e técnicos estão abertos a essa perspectiva.
"Certamente, os atletas estão sempre procurando formas de melhorar sua performance ao máximo possível", afirmou o patinador norte-americano Michael Weiss, que está participando dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Salt Lake City, e já fez vários testes antidoping ao longo dos últimos três meses.
Fonte:
CNN
Publicado em: 24/02/2002

Engenharia genética,o futurodo vinho alemão?


Cientistas da Baviera degustam o primeiro vinho modificado geneticamente produzido na região da Francônia. Eles afirmam que a experiência é de mero caráter científico e não visa a comercialização do produto. Para ambientalistas e defensores do plantio orgânico, o vinho transgênico é uma afronta à vinicultura alemã.
Em 1999, quando o Instituto Robert Koch autorizou os primeiros experimentos genéticos em videiras da Alemanha, as críticas foram enormes. Passados quatro anos, os primeiros litros do vinho transgênico ficaram prontos, trazendo o assunto novamente à tona na Alemanha.
Desenvolvido estritamente para fins de pesquisa, conforme afirmação dos cientistas, o vinho transgênico está passando agora pela fase de degustação. "O objetivo do projeto é, em primeiro lugar, aperfeiçoar a resistência das videiras contra fungos", esclareceu Angelika Schartl, que coordena o experimento realizado em Veitshöchheim, região da Francônia, norte da Baviera, onde foram produzidas 50 garrafas da bebida.
A finalidade é reduzir o uso de fungicidas. Para tanto, os cientistas implantaram dois genes de cevada nas cepas. Na cidade de Siebeldingen, no estado da Renânia-Palatinado, o Instituto Geilweilerhof, especializado em viticultura, também realizou experimentos em videiras de castas Riesling, Dornfelder e Seyval blank.
"Nossa meta é descobrir como a planta reage à mudança genética na fase de repouso", explicou Reinhard Töpfer, diretor do Instituto Geilweilerhof, lembrando que a pesquisa não pretende atender a interesses comerciais.
Os cientistas se esforçam em desmentir qualquer especulação sobre a possibilidade de a pesquisa visar a comercialização do vinho genético. "Trata-se de um projeto científico que tem por objetivo colher informações sobre plantas transgênicas em solo livre e não conquistar o mercado de vinho", frisou Schartl.

Limitações da engenharia genética



O "cartoon" seguinte (Figura)pretende utilizar o clássico da literatura de terror, Frankenstein, para caricaturar algumas das preocupações e receios actuais com a potencial má utilização da engenharia genética.



A resposta a estes, e outros receios, tem que ser encontrada na sociedade humana e na sua capacidade de julgar e regulamentar a aplicação do conhecimento científico. Com certeza não passará pelo bloqueio da aquisição desse conhecimento...
Tendo em conta as limitações actuais da engenharia genética temos de reconhecer que, pelo menos para já, a ficção está longe de se confundir com a realidade:
- É impossível começar apenas com um tubo de ensaio cheio de nucleótidos e criar um novo organismo! É necessário trabalhar com o genoma de um organismo pré-existente ao qual é possível adicionar ou modificar um pequeno número de características.
- Só é possível transferir características determinadas por um único ou poucos genes. A engenharia genética não permite a transferência de características complexas que são o resultado da interacção de dezenas ou centenas de genes, como características comportamentais ou inteligência.

Animais e plantas transgênicas


Resultam de experimentos de engenharia genética nos quais o material genético é movido de um organismo ao outro, visando à obtenção de características especificas.
Em programas tradicionais de cruzamento, espécies diferentes não se cruzam entre si. Com essas técnicas transgênicas, materiais genéticos de espécies divergentes podem ser incorporados por uma outra espécie de modo eficaz. O organismo transgênico apresenta características impossíveis de serem obtidas por técnicas de cruzamento tradicionais. Por exemplo, gêneses produtores insulina humana podem ser transfectado em bactéria E.coli. Essa bactéria passa a produzir grandes quantidades de insulina humana que pode ser utilizada com fins medicinais.

Alimentos Transgênicos: Não seja cobaia!


O rápido crescimento da indústria de engenharia genética trouxe à tona sérios questionamentos sobre o desenvolvimento de espécies e o futuro da vida.
Organismos antes inexistentes na natureza estão sendo desenvolvidos em laboratórios. Genes de peixes foram postos em tomates; genes de bactérias e animais foram introduzidos em plantas. Companhias multinacionais têm desenvolvidos variedades de plantas dependentes de suas marcas de pesticidas e herbicidas exclusivamente para aumentar os lucros. Com as patentes de novas formas de vida, interesses provados estão tentando avançar milhões de anos de evolução e hidridização natural, cujas conseqüências são desconhecidas e potencialmente perigosas.
O Greenpeace trabalha em todo o mundo – com fazendeiros, cooperativas, cientistas, chefes de cozinha e uma grande variedade de organizações – para alertar os consumidores sobre os perigos da engenharia genética no campo da alimentação e sobre o meio ambiente. Por exemplo, alguns organismos modificados geneticamente incluem genes de vírus que poderiam levar ao surgimento de novas doenças.

ENGENHARIA GENÉTICA



O início foi com inseminação artificial, utilizando sêmen de reprodutores de alta linhagem, tanto nacionais como importados.Como a região estava se tornando uma grande bacia leiteira, primeiramente criou-se o gado leiteiro e posteriormente investiu-se na criação de gado de corte. Desde então, estudos vêm sendo feitos, visando um avanço nas técnicas de transferência de embriões. A evolução para se chegar à alta tecnologia no aproveitamento de “vacas – mães de aluguel” passou a ser a grande preocupação.O custo elevado de uma vaca de pura origem (P.O.) não podia ficar na produção de somente uma cria por prenhez.Daí a necessidade de se desenvolver avanço tecnológico por profissionais habilitados e pesquisadores em Embriologia, visando a melhor forma de uma matriz ter mais de uma cria, a partir de sua fertilização.A evolução da tecnologia de transferência de embriões voltou-se para um avanço que realmente demonstra a capacitação científica: seccionamento do embrião gerado por inseminação artificial, que pode originar um número variado de embriões para implantação nas “vacas – mães de aluguel”.A tecnologia avança célere e hoje já se fala em tornar factível a inseminação “in vitro”.
PECUÁRIATalvez tenha sido o setor em que mais resultados foram obtidos.Enquanto na Fazenda Experimental, anexa ao campus universitário, projetos de pesquisa foram apresentados, a sua aplicação prática com bovinos foi na Fazenda Água Limpa, tornando real a melhoria do rebanho.Assim, tivemos, no Centro de Pesquisa de Nutrição Animal, a análise de melhor aproveitamento das culturas de capins, forrageiras, com a inclusão de nutrientes próprios para cada espécie. Bovinos, eqüinos, aves e peixe, passaram a ser alimentados com rações balanceadas e específicas.

sábado, março 25, 2006

Engenharia genética e modificação genética


São termos usados no processo de manipulação dos genes num organismo, geralmente fora do processo normal reprodutivo deste. Envolvem frequentemente o isolamento, a introdução do ADN num chamado “corpo de prova”, geralmente para exprimir um gene.
O objectivo é introduzir novas características num ser vivo para aumentar a sua utilidade, tal como aumentando a área de uma espécie de cultivo, introduzindo uma nova característica, ou produzindo uma nova proteína ou enzima.
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Cadeia de ADN
São exemplos a produção de insulina humana através do uso modificado de bactérias e da produção de novos tipos de ratos como o ONCOMOUSE (rato cancro) para pesquisa, através de re-estruturamento genético. Já que uma proteína é codificada por um segmento específico de ADN chamado gene, versões futuras podem ser modificadas mudando o ADN de um gene. Uma maneira de o fazer é isolando o pedaço de ADN contendo o gene, cortando-o com precisão, e reintroduzir o gene para um segmento de ADN diferente.

sexta-feira, março 24, 2006

Alimento como medicamento





Biotecnologia, engenharia genética, transgênicos. A ciência continua a todo vapor em busca de soluções para os problemas e necessidades da vida moderna. Fala-se até em nutrogenômica, um ramo da medicina que se basearia na composição genética dos indivíduos para fornecer informações nutricionais específicas para cada paciente. Mas isso ainda é futuro. Hoje, a biotecnologia tem mostrado potencial para oferecer novos produtos e desenvolver técnicas que aplicadas à medicina aumentem a qualidade de vida e a eficiência dos tratamentos de doenças. Plantas que poderão ser utilizadas como vacinas e vegetais enriquecidos em nutrientes não estão longe de chegar ao mercado. No entanto, os efeitos desses produtos no corpo humano ainda são desconhecidos. É esperar para ver!Fonte: Conselho de Informação sobre Biotecnologia (CIB)

HORRORES DA ENGENHARIA GENÉ´TICA


Cientistas fazem um molde de um órgão humano, uma orelha, por exemplo, com tecidos biodegradáveis de poliéster ou outros polímeros e então transferem células dos órgãos que desejam e implantam o conjunto no rato. Após desenvolvido o órgão, é implantado no rato que dá um jeito de sobreviver depois que essa orelha é removida.
Da mesma forma, cientistas têm desenvolvido fígados, pele, cartilagem, ossos, ureteres, válvulas cardíacas, tendões, intestinos, vasos sangüíneos e tecidos para mamas com tais polímeros. No entanto, se a idéia de se inverter o procedimento (trocar homens pelos ratos) fosse contemplada, as pessoas iriam dizer que é blasfêmia. Não se pensa nos animais envolvidos e a extensão aonde chegarão estes experimentos é incerta. Mudanças somente surgirão quando os cientistas reconhecerem o direito dos animais viverem suas vidas de forma saudável sem que os homens adulterem seus gens.
Porcos também têm sido criados transgeneticamente de modo que seus órgãos possam ser transplantados em homens. Porcos transgênicos foram primeiramente criados em 1985 e cientistas desenvolveram órgãos em porcos com a propriedade de abrigar células humanas com proteínas capazes de enganar o sistema imune humano para que o órgão não seja rejeitado pelo sistema imunológico, esperam.
Outro exemplo, é o de uma ovelha injetada com hormônios desenvolvidos pela bioengenharia para produzir uma lã que cai, uma ovelha "auto-tosquiável". Isto foi feito na Austrália onde infelizmente para as ovelhas o clima é ensolarado e quente a maior parte do tempo. Como resultado, as ovelhas abortam muito. Onde tudo isto acabará? Falando de ovelhas, a ovelha Welsh clonada é prova viva de que a vida pode ser criada sem esperma. Um cientista do Instituto Rosalin a criou fundindo uma célula criada em laboratório com um óvulo de ovelha esvaziado por uma descarga elétrica. Imagine criar-se uma ovelha em uma placa de laboratório! Ironicamente, os cientistas consideram anti-ético fazer isto com seres humanos.
Em outro experimento bizarro, cientistas indianos do Nimbalkar Research Institute, Phaltan, Maharashtra, criaram por inseminação artificial um animal com a cabeça de um bode e o corpo de uma vaca. Este animal engorda mais rápido e assim a quantidade de carne aumenta.
Cientistas afirmam que podem e farão animais geneticamente alterados que ajudarão a curar doenças humanas. Pesquisas transgênicas são feitas já há 20 anos e nenhuma doença humana foi curada, apesar de terem se desenvolvido inesperadamente doenças como diabetes, cegueira, aleijões e câncer (entre outras) em animais submetidos a estas ridículas experiências. A engenharia genética chegar a este ponto é um símbolo do consumismo ensandecido. Será realmente correto que os animais e o meio ambiente tenham que suportar a violência de nossa curiosidade insaciável

O que a engenharia genética está fazendo?


A maioria dos alimentos mais importantes do mundo são o grande alvo da engenharia genética. Muitas variedades já foram criadas em laboratório e outras estão em desenvolvimento.
O cultivo irrestrito e o marketing de certas variedades de tomate , soja, algodão, milho, cânola e batata já foram permitidos nos EUA. O plantio comercial intensivo também é feito na Argentina, Canadá e China. Na Europa, a autorização para comercialização foi dada para fumo, soja, cânola, milho e chicória, mas apenas o milho é plantado em escala comercial (na França, Espanha e Alemanha, em pequena escala, pela primeira vez em 1998)
Molho de tomate transgênico já é vendido no Reino Unido e o milho e a soja transgênica já são importados dos EUA para serem introduzidos em alimentos processados e na alimentação animal. De fato, estima-se que aproximadamente 60% dos alimentos processados contenham algum derivado de soja transgênica e que 50% tenham ingredientes de milho transgênico. Porém , como a maioria destes produtos não estão rotulados, é impossível saber o quanto de alimentos transgênicos está presente na nossa mesa. No Canadá e nos EUA, não há qualquer tipo de rotulagem destes alimentos. Na Austrália e Japão a legislação ainda está sendo implementada. Em grande parte do mundo os governos nem sequer são notificados se o milho ou a soja que eles importam dos EUA são produtos de um cultivo transgênico ou não.
Além dos transgênicos já comercializados, algumas variedades aguardam autorização:
salmão, truta e arroz, que contem um gene humano introduzido;
batatas com um gene de galinha;
pepino e tomates com genes de vírus e bactérias.
Até o momento, há uma grande oposição à contaminação genética dos alimentos. São consumidores, distribuidores e produtores de alimentos que exigem comida "de verdade", sem ingredientes transgênicos. Apesar da preocupação, a introdução descontrolada de transgênicos continua a crescer em níveis alarmantes. A menos que a oposição se sustente e ganhe força nos próximos anos, um aumento drástico destes alimentos pode ocorrer, e a opção de evita-los poderá ficar cada vez mais difícil.

quinta-feira, março 23, 2006

Nova Vacina pode reduzir reaparecimento do cancro

Cientistas australianos desenvolveram uma vacina contra o cancro que poderá atrasar o aparecimento do melanoma e até reduzir o risco de ressurgimento da doença. Os resultados positivos deste estudo levaram já os investigadores a iniciar um segundo projecto.De acordo com a revista «Proceedings of the National Academy of Sciences USA», que divulgou o estudo, os cientistas trabalharam com 46 pacientes com melanoma para determinar os efeitos imunológicos e secundários da vacina, identificada como NY-ESO-1/ISCOMATRIXTM.Os testes feitos com pacientes que tomaram a vacina mostram que estes conseguiram produzir mais anticorpos do que os outros. «Os resultados são apaixonantes», disse Jonathan Cebon, do Instituto Ludwig, de Melbroune, um dos autores da experiência. «Mostram que é possível estimular uma resposta imunológica integrada que tem o potencial de atacar o cancro por uma variedade de ângulos diferentes», explicou.

RECUSAS DOS ALIMENTOS TRANSGÉNICOS

ORGANISMOS GENÉTICAMENTE MODIFICADOS "PREJUDICAM" AGRICULTORES E OS MULTINACIONAIS SÃO AS ÚNICAS "BENIFICIADAS"

A Direcção de Organização do Algarve do Partido Comunista Português (PCP) acusa o Governo de estar a acelerar o processo de implementação do cultivo de transgénicos. De acordo com esta estrutura partidária, "o PCP olha para a biotecnologia e o seu progresso com confiança, mas recusamos injustificadas pressas para mais quando os impactos desses avanços da ciência não estão devidamente estudados em toda a sua dimensão". Para os comunistas, o processo "tende a penalizar os agricultores" tradicionais e "não favorece as necessidades e características fundamentais da agricultura portuguesa, particularmente na nossa região". Segundo o PCP, em matéria de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), "quem opera estas tecnologias são as grandes multinacionais da engenharia genética e da biotecnologia, sendo elas as detentoras do registo de patente do novo código genético, ou seja, do código resultante do produto manipulado". De acordo com os comunistas algarvios, "são essas empresas as directamente beneficiadas com a massificação da utilização de OGM, obrigando o agricultor a adquirir anualmente as sementes e aumentando a sua dependência em relação a essas empresas e da agricultura portuguesa em relação ao exterior, diminuindo a nossa soberania produtiva e alimentar". O PCP alerta ainda para a dificuldade de coexistência entre o cultivo de OGM e a agricultura convencional: "tal como já aconteceu noutros países, pode ocorrer a migração de genes, nomeadamente através do pólen para as culturas circundantes", com possíveis "efeitos devastadores sobre uma agricultura já debilitada como a nossa", sustentam. Particularmente grave, acrescentam, "é a possibilidade de contaminação das explorações de agricultura biológica, podendo mesmo inviabilizar este modo de produção mais amigo do ambiente". Para o PCP, é imperioso salvaguardar os direitos destes agricultores. "Tanto mais quando existe um Plano Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Biológica", referem. Segundo os comunistas algarvios, "a utilização de OGM permite e está frequentemente associada à utilização intensiva de pesticidas e fertilizantes de carácter persistente e de lenta biodegradação". Esse facto, acrescentam, "pode conduzir ao esgotamento da fertilidade dos solos". "À luz destas preocupações", dizem, "não se entende a pressa do Governo em autorizar o cultivo de OGM e a sua lentidão em proibir" a sua introdução em zonas autodeclaradas livres deste tipo de culturas, "como é o caso do Algarve e de alguns dos seus concelhos", concluem.

Engenharia genética

Conjunto de tecnologias baseadas em conhecimentos sobre as características hereditárias utilizadas para resolver problemas variados em Medicina, agricultura, pecuária e outras áreas. A inseminação artificial é um tipo de engenharia genética tradicional. Outros processos mais modernos são a fertilização in vitro (encontro do óvulo e do espermatozóide fora do corpo, conhecido como "bebê de proveta"), clonagem de embriões ou genética molecular, principal- mente através de técnicas de DNA recombinante. A melhoria de raças animais através de cruzamentos selecionados é uma espécie de engenharia genética ou biotecnologia tradicional. Já a manipulação do código genético, constituído pelo DNA, é a forma mais recente dessas tecnologias.
A técnica de DNA recombinante consiste em retirar fragmentos de genes de um ser vivo e transplantá-los em outros. Ela foi descoberta em 1973, quando os bioquímicos norte-americanos Stanley Cohen (1935) e Herbert Boyer (1936) conseguiram unir um fragmento de DNA de uma pata de rã ao de uma bactéria.
Um vírus, por exemplo, pode receber um gene de outro ser vivo e transportá-lo até uma célula. A célula que recebeu esse fragmento passa a ser uma pequena "fábrica" da proteína que o novo DNA codifica. O fragmento de DNA que reúne pedaços do ser doador e do transportador (o vírus) é a molécula de DNA recombinante. Essa técnica permite produzir, por exemplo, a insulina usada pelos diabéticos.

quarta-feira, março 22, 2006

O que são alimentos genéticamente modificados

O que são alimentos geneticamente modificados?. Como é que os cientistas conseguem fabricá-los e há quanto tempo o fazem? Leia neste «dossier» de «perguntas mais frequentes» algumas das questões ligadas aos OGM
Existem várias perguntas sobre este assunto, tais como:

- O que são alimentos geneticamente modificados (GM)?São alimentos (para animais ou seres humanos) produzidos através de manipulação genética, ou seja, utilizando genes de plantas ou micorganismos que asseguram determinadas características. Por exemplo, um gene de uma dada bactéria, quando introduzido numa planta, pode fazer com que ela se torne mais resistente a pragas ou doenças. A manipulação genética permite também, em certos casos, fazer com que uma cultura cresça mais depressa, ou demore, após a colheita, mais tempo a amadurecer. As implicações económicas desta prática são facilmente compreensíveis.Neste momento, nenhum dos produtos transgénicos comercializados no mundo contêm genes provenientes de animais ou seres humanos, apenas de plantas ou microrganismos

INDUSTRIA BIOLÓGICA


Os negócios em torno do ADN transformaram-se numa industria altamente rentável em todo o mundo. É possível patentear-se animais modificados ou simples plasmideos da mesma forma com que se registam rádios ou livros. Os processos judiciais em torno da biotecnologia são imensos e por vezes envolvem mesmo interesses governamentais, como é o caso do Brasil e da Índia que pretendem proibir o registo e comercialização de todas as descobertas feitas a partir das espécies vivas originárias dos seus territórios.As pesquisas são susceptíveis de exploração económica e esta é compreensível e aceitável, desde que reverta a favor do aprofundamento da pesquisa e comercialização a baixo custo, dos novos medicamentos e produtos.

TÉCNOLOGIA DO DNARECOMBINANTE


Actualmente, através da engenharia genética é possível introduzir e tornar funcional, num ser vivo, um gene proveniente de outro ser vivo de uma espécie diferente. Esta técnica permite criar microrganismos capazes de sintetizarem proteínas com interesse comercial e alterar características de plantas e de animais.A introdução de genes humanos em bactérias ou leveduras permitiu, por exemplo, a produção em massa de hormonas e de vacinas. Desta forma, obtêm-se estes produtos em quantidades ilimitadas e, portanto, a custos mais reduzidos.No entanto, apesar dos seus benefícios inegáveis, estas modificações genéticas levantam sérias preocupações éticas relacionadas com eventuais impactos negativos sobre o ambiente, a saúde pública e a sociedade e os seus valores.

terça-feira, março 21, 2006

A bioética


O termo bioética é recente. Surgiu em 1970 num artigo escrito por Van Rensselar Potter, com o título "The Science of Survival" e, no ano seguinte, em 1971, no livro "Bioethics: Bridge to The Future" onde pregou a necessidade de se estabelecer uma ponte entre o saber científico e o saber humanístico. Ela tem por objetivo associar a biologia à ética, por meio de uma prática interdisciplinar, onde esperam os médicos, homens de ciência, advogados, juristas, religiosos, atuem em comum para estabelecer um conjunto de normas aceitável para todos.
Qual a razão da emergência da bioética?Ocorre que nos últimos anos a medicina, a biologia e a engenharia genética alcançaram extraordinários avanços: multiplicaram-se os transplantes, experiências bem sucedidas com animais se multiplicaram, inseminações artificiais se tornaram corriqueiras, bem como nascimentos humanos fora do corpo humano (fertilização in vitro). Igualmente pela crescente legislação, adotada por vários, países, que permite o aborto e, em menor escala, a eutanásia. Ela tem procurado orientar não só os cientistas dedicados a experiências genéticas como também a opinião pública e os legisladores em geral. Aos cientistas alerta-os para os limites da sua investigação, à opinião pública para esclarecê-la e aos legisladores para que façam as leis seguindo princípios éticos aceitáveis.